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Para o secretário geral da 4ª Conferência Nacional de CT&I, Luiz Davidovich, o evento, que ocorre entre os dias 26 e 28 de maio, em Brasília (DF), será uma oportunidade de colocar em pauta os principais gargalos do setor. Ele aponta como essencial o debate sobre o marco regulatório, que precisa ser, na opinião do professor, aprimorado para impulsionar as pesquisas no país.
"Precisamos melhorar o marco legal, que é uma verdadeira camisa de força atualmente para o sistema. Claro que é importante ter um controle das despesas, mas é preciso ter um esclarecimento e notar a peculiaridade dos gastos da área. É importante agilizar os processos, desburocratizar", destacou Davidovich durante a 1ª Conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPDF), na terça-feira (9).
Segundo ele, fazer licitação, por exemplo, para comprar equipamento de pesquisa pode prejudicar os resultados dos estudos. "Se for comprar o equipamento mais barato, o pesquisador provavelmente não conseguirá fazer sua pesquisa. O Importa Fácil para a maioria dos profissionais do setor é o importa difícil", provocou.
A questão do marco regulatório também é uma preocupação da presidente da FAPDF, Maria Amélia Teles, que destacou a urgência em rever o tema. "Produzir conhecimento não é a mesma produção de escala da indústria. Nós não podemos ficar dentro de uma vala comum. Não podemos ser cobrados como as empresas que visam o lucro. Realmente é muito complicada hoje a questão da legislação para o pesquisador", avalia.
O secretário geral também destacou em Brasília os objetivos audaciosos, mas fundamentais, da conferência nacional. Como ponto principal, ele considera a importância de estimular a criação de uma política de Estado ante a um plano de governo. "Nós realmente precisamos de uma política para dar estabilidade ao setor, seguindo exemplos de outros países bem sucedidos nessa área", diz.
Também elege como primordial fazer com a CT&I se tornem efetivas componentes do desenvolvimento sustentável, tanto do ponto de vista econômico, como social e ambiental. Para ele, isso significa estimular a atividade de pesquisa, ciência e inovação nas empresas e a incorporação dos avanços inovadores nas políticas públicas.
O professor pontua, ainda, a necessidade de investir em educação para manter o crescimento da atuação do Brasil na área. "Nós temos 200 milhões de habitantes e temos que usar essa população para o desenvolvimento nacional. Isso implica em dar atenção especial para a educação de qualidade desde a primeira infância e atrair os jovens para as carreiras científicas e tecnológicas".
Outra grande medida, segundo o secretário geral é atrair estudantes de outros países para estudar nas universidades brasileiras. "Precisamos ter alunos de outros países e não só da América Latina, que venham ao país estudar assuntos nos quais nós somos privilegiados, como bionergia", exemplifica.
Fonte: Gestão C&T |