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O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, solicitou à Frente Plurissetorial em Defesa da Ciência, Tecnologia e Inovação, instalada nesta quarta-feira (24), em Brasília (DF), esforço concentrado para reverter a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que proibiu as agências de financiamento a firmarem convênios com as fundações de apoio a universidades. O acórdão foi assinado no final de 2009 e entra em vigor a partir desta semana.
"Já nesta sexta-feira a Finep estará impossibilitada de fazer convênio com estas fundações. Isso para nós causa uma dificuldade muito grande", destacou o ministro. Para desobstruir esse obstáculo, o ministro adiantou que, em parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão está sendo elaborado um projeto de lei que traz um artigo específico para possibilitar que as entidades ligadas ao MCT firmem acordos com as fundações.
"Assim solicitamos que este projeto tenha uma tramitação mais rápida possível para que esse volume de recursos colocados à disposição da sociedade seja efetivamente utilizado para promover a ciência, tecnologia e inovação e fazer com que eles venham a ser realmente os sustentáculos do desenvolvimento nacional", pontuou Rezende.
O líder da frente, o deputado Julio Semeghini (PSDB/SP), prometeu empenho para resolver a questão. Segundo ele, já nesta quinta-feira (25) será solicitado ao TCU uma prorrogação do prazo e em seguida o grupo trabalhará para que o PL seja aprovado com a maior brevidade. "A MP do Bem foi aprovada num período em que a Câmara não aprovava nada. A ciência e tecnologia tem sido tratada de forma suprapartidária, como projeto de Estado. Nós estamos à disposição, tanto a Frente Plurissetorial quanto a Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação", disse.
Para Rezende, o momento vivenciado hoje pelo setor de CT&I é muito diferente se comparado ao cenário de 15 anos atrás. Ele destacou avanços como a aprovação do primeiro fundo setorial há 11 anos e a regulamentação, em 2007, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para institucionalizar a pesquisa e a pós-graduação. Também enfatizou a importância das leis de incentivo à inovação (Lei de Inovação e Lei do Bem) que permitiram a elaboração de uma Política de Ciência e Tecnologia mais abrangente, por meio da qual foi construída a base do Plano Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti).
Agora, segundo o ministro, a dificuldade é executar o orçamento da pasta. "Os órgãos ligados ao ministério viveram épocas de poucos recursos. Nós estamos na situação inversa. Temos recursos, mas temos dificuldades de executar os orçamentos que estão aprovados", conclui.
Fonte: Gestão C&T
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